terça-feira, 12 de maio de 2009

Anotações Grupo de Estudos 12 de maio de 2009

Anotações Grupo de Estudos - Dia 12 de maio de 2009

Capítulo 9: Panorama da coleta de dados na pesquisa qualitativa com coordenação: Renata Monteiro

Calendário dos grupos de estudos foi alterado, portanto, a próxima reunião do grupo será no dia 02 de junho de 2009, às 18h30.

O próximo grupo de pesquisa será no dia 26 de maio de 2009, às 17h, sobre metaanálise / metapesquisa /pesquisa bibliométrica. A prof. Dilmeire dará uma aula sobre este assunto com apoio da Silvana (aluna do Doutorado de Administração que cursa a disciplina de análise de dados).

Justificar tipos de dados que estão sendo coletados nas pesquisas

Escritos
Observados
Verbais

Os dados precisam ser construídos, por meio de delimitações e decisões do pesquisador. Os dados são relacionados ao problema de pesquisa.
Coleta de dados é seletiva – decisões: o que é estratégico? O que é necessário?

Os dados não são neutros. Sempre são interpretados, durante, antes e no momento da coleta.

Não há distinção formal e exata entre dados verbais, escritos e observados. De acordo com qual referencial que meus dados podem ser definidos como verbais? Citar o autor. Importância da coerência nas definições e dos autores. Prof. Romilda comenta o quanto é essencial a coerência interna dentro das pesquisas. Indicar no texto, se utilizar diferentes autores, que é uma necessidade de complementação e não com intuito de “encher lingüiça”.

Dados verbais: registros da linguagem oral

Autor considera a transcrição de uma entrevista como dados verbais e não como escritos. “Os pesquisadores precisam desenvolver categorias que funcionem para eles” (p.151)

“As circunstâncias de entrevistas e conversas são muito diferentes de situações em que as pessoas apenas escrevem” (p.151)

Comentário da Professora Dilmeire: Indica que se realizem as correções ortográficas (revisão) nos documentos dos sujeitos caso isto não esteja relacionado ao seu propósito de pesquisa. É possível, portanto, fazer correções em questionários e demais documentos, quando os “erros” não estiverem relacionados ao objeto de estudo.

Professora Romilda comenta que a fala é muito diferente da escrita e isso exige, em determinadas situações, que depois de transcrito, o texto seja revisto pelo entrevistado. Se isto irá aumentar a fidedignidade dos dados ou não depende do propósito de pesquisa e da metodologia. Menciona a modalidade de entrevista em profundidade. Por isso a importância de ter instrumentos diferentes.

Pode ser feito também um registro de uma próxima entrevista com o sujeito em que se dá um retorno dos resultados já conquistados.

Dados observados:
Frutos de observação sistemática.
Para fazer os dados observados é essencial plano de observação – um planejamento anterior do que eu vou observar em relação ao objetivo de estudo. O que eu vou observar? Com qual objetivo?

Dados escritos
Textos pré existentes, documentos, registros, planos de aula, entre outros.
Incluindo respostas em questionários – textos gerados por iniciativa do pesquisador, registrados de forma impressa ou análoga.

Categorizar os dados é essencial para organizar e manejar a coleta de dados. Para não negligenciar dados que possam ser importantes.

Contexto de coleta de dados:

Registro espontâneo ou criar contextos de coleta de dados especiais ou artificiais.

Ocorrência espontânea:
Captar “pedaços da vida”

Comentário da Professora Romilda sobre a importância de realizar, durante a entrevista, de não só registrar o que o sujeito fala, mas o que ele não diz.

Dados (verbais) gerados pelo pesquisador:
O foco é a atividade e não a vida cotidiana.
As entrevistas geram informações que por si só não iriam existir.
As entrevistas são descontextualizadas.

Dados novos ou já existentes
Podem existir dados coletados em outros locais, em outras épocas, que estejam disponíveis e que possam ser úteis ao estudo do pesquisador. – Fazer comparações ou contexto mais amplo. “Vamos economizar”.

Princípios para gerar a coleta de dados

Não pode ser feita de forma inconseqüente, precisa ser feito de maneira planejada. Importância da confiança por parte dos participantes da pesquisa.
Princípios epistemológicos
São necessários dados relevantes e consistentes (referencial teórico).
Quantidade necessária de dados para ter argumentos plausíveis e produzir categorias interessantes úteis e interessantes.
Validade envolve implementar corretamente ferramentas de coleta de dados, para que atinjam seu objetivo – Criar instrumentos fidedignos aos conceitos informados e desenvolvidos.
Minimizar a quantidade de variações, tendo o máximo cuidado possível no desenvolvimento e na implementação.

Os demais capítulos vão ficar sob responsabilidade das seguintes mestrandas:
Capítulo 11: Fabiola
Capítulo 12: Simone

Patrícia Meyer

Anotações Grupo de Estudos Dia 28 de Abril

Anotações Grupo de Estudos - Dia 28 de abril de 2009

Para a PRÓXIMA AULA capítulo 9: Panorama da coleta de dados na pesquisa qualitativa com coordenação: Renata Monteiro

Comentários sobre a confusão entre objeto de estudo (o que é que se está fazendo) e participantes presente em resumos de dissertações. Sugestão: trazer resumos de dissertações para identificar alguns equívocos.

Objeto de estudo: a situação estudada (o que vai ser estudado).

Discussão sobre diferentes maneiras de definir a metodologia de pesquisa no campo científico. Há autores diversos, que utilizam nomenclaturas específicas e modos diferentes de categorizar as pesquisas. A professora Romilda comenta que há tipos de pesquisas que não são tão difundidas no Brasil. Diferença entre “estudo de caso” e “estudo de um caso”, importância de utilizar todas as regras em relação a este tipo de pesquisa. É essencial manter a coerência com o caminho de pesquisa realizado, as decisões tomadas e as categorizações de pesquisa.

Comentários sobre a pesquisa desenvolvimento sob a ótica do Van Der Maren (1996).

Para não fazer uma “salada” conceitual em dissertação/tese:
Falamos sobre a possibilidade de articular diferentes conceitos dos autores buscando uma definição mais completa, citando todos estes autores. Outra possibilidade é utilizar que determinado conceito teve um segundo autor, que “complementou a concepção” do primeiro.



Patrícia Meyer