segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ENCONTRO DO DIA 23 DE OUTUBRO – PESQUISA COMO INVESTIGAÇÃO SISTEMÁTICA

LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, २००८


O estudo partiu da página 37, do capítulo 2.
Iniciamos analisando o que os autores querem dizer com PROPÓSITOS de uma pesquisa. Os propósitos são os objetivos do estudo. Em seguida, o capítulo trata da relação entre os PROPÓSITOS DA PESQUISA e os DADOS para definir ABORDAGEM DE ANÁLISE DE DADOS.
De acordo com as professores Romilda Ens e Dilmeire Vosgerau há três formas de analisar dados: ANÁLISE DE DISCURSO, DE CONTEÚDO E NARRATIVA.
Destas a mais simples e convencional é a de CONTEÚDO que analisa o que “o sujeito disse”, sem procurar identificar sua “intenção”. O grupo apontou e debateu a importância de incluir o tipo de análise que irá realizar no PLANEJAMENTO da pesquisa.
Tratamos também sobre a importância das FONTES DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO, que nada mais são do que os referenciais teóricos da pesquisa. E sobre a diferença conceitual entre CONSIDERAÇÕES FINAIS e CONCLUSÃO – esta última aparenta que o pesquisador considera o assunto finalizado.
Também debatemos a importância do rigor científico transparecer na redação do texto. A importância do “academicismo” especialmente em textos que se referem a resultados de pesquisas. E sobre o quanto é essencial identificar, nos autores utilizados nos referenciais teóricos, a tragetória de pesquisa dos autores.
Sobre a ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS COMPONENTES DA PESQUISA:
O que os dados implicam ou significam;
Buscar regularidades;
A análise QUALITATIVA é subjetiva, pois há interferência da “leitura” do mundo do pesquisador, od dados podem gerar diferentes interpretações para diferentes “olhares” dos pesquisadores - por isso a importância da FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.
CODIFICAÇÃO ABERTA – explicação sobre o conceito “teoria fundamentada em dados”
o que é?
“o referencial teórico é necessário como ponto de partida porém, pode-se partir de uma análise de uma MASSA DE DADOS para a teoria, indicado apenas para pesquisadores experientes.
Debatemos também a importância de relacionar diferentes TÉCNICAS DE PESQUISA para aprofundar os estudos sobre determinado objeto.
E a diferença conceitual entre incursões de campo e OBSERVAÇÕES. As incursões são superficiais e trazer as primeiras concepções sobre a realidade, uma espécie de mapeamento, sem o mesmo rigor científico e cuidados necessários para a observação.

Patrícia Meyer

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ENCONTRO DO DIA 16 DE OUTUBRO – CAPÍTULO 2 - A PESQUISA COMO INVESTIGAÇÃO SISTEMÁTICA

Abaixo segue o relato do debate do Grupo de Estudos Formação de Professores e as TIC, quando iniciamos a discussão do cap 2 do livro:

LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008


Primeiro foi retomado o sumário para compreender a estrutura do livro.

A pergunta que se forma é: O que é pesquisa pedagógica?
Após todos emitirem opinião do que tem discutido a um consenso que é a pesquisa que observa situação em sala de aula, que pode ser feita pelo professor na sua ação ou o professor da academia.
Os autores, porém, afirmam que o professor pesquisador será somente aquele da academia e que tem uma pesquisa estruturada e coerente.

Foi relembrado que o Cap 1 diferencia o professor pesquisador na sua ação do professor pesquisador da academia.

Com isso iniciou-se a discussão do Cap 2, que aborda:

- As Questões de Pesquisa
Essa é uma questão que deve ser muito bem elaborada, muitos alunos têm por hábito fazer os questionários antes e depois pensar no seu problema de pesquisa, quando deve ser o contrário.
O problema deve ser bem claro, para só então se pensar nos instrumentos.

- Os Propósitos de Pesquisa
Os professores precisam conhecer a teoria para poder aprimorar a sua prática pedagógica.

- Há 3 momentos que informam sobre o andamento do tema da pesquisa:

1) Reconhecer algo como semente, por exemplo, algo que lemos, uma idéia, uma experiência, que instigue um problema.
2) A partir da idéia devemos fundamentar para elaborar as questões e de que maneira a pesquisa pode ser desenvolvida, esse questionamento pode ocorrer durante todo o processo.
3) Depois de finalizar a pesquisa devemos publicá-la o que pode levar a um início de uma nova série de perguntas.

- A estrutura de um projeto:

O sucesso de um projeto depende de ele ser bem projetado. Ao longo do processo o problema pode se modificar devido ao surgimento de novas questões.

Os autores destacam que o projeto deve ser desenvolvido em 5 idéias:
1) Questões claras e bem estruturadas.
2) Deve ser guiado por estruturas teóricas e conceituais.
3) Deve ter uma estratégia para a coleta e organização dos dados.
4) Precisa ter uma estratégia para analisar os dados que deve ser coerente com o projeto.
5) Estratégia para interpretar a análise dos dados, proporcionando os resultados e conclusões.
Seguindo esses passos se consegue desenvolver um projeto de maneira mais coerente.

- Projeto e Paradigma de Pesquisa.

Existem 2 paradigmas, a pesquisa pode ser:

1) Quantitativa: onde se diz que tudo pode ser medido.
2) Qualitativa: que observa o contexto.

A partir dessa observação o grupo destacou que:
- perguntas abertas são qualitativas e perguntas fechadas são quantitativas
- os resultados da pesquisa quantitativa devem ser explicados através de um método estatístico.
- estudos quantitativos envolvem um grande volume de coleta de dados.
- na metodologia qualitativa, o pesquisador deve descrever o contexto da análise para não suscitar questionamentos.
- tanto a pesquisa quantitativa como a qualitativa podem trabalhar com hipóteses e com números, porém a qualitativa não precisa empregar hipóteses, amostras ou números.

- Os autores destacam 6 pontos importantes sobre o projeto de pesquisa.

1) Deve ter uma estrutura conceitual bem organizada para sustentar o estudo.
2) Projetos de pesquisa são diferentes, conceitualmente, metodologicamente, etc..
3) As questões não são fatores limitantes do projeto.
4) Eles devem ser criados, adaptados, modificados no que se refere à questão da pesquisa.
5) Ter coerência entre as questões de pesquisa e o projeto.
6) Se ético como pesquisador e elaborar um projeto de qualidade.

O grupo não conseguiu encerrar o capítulo 2, fomos até a pág 37.
Por esse motivo foi marcado um novo encontro para o dia 23 de outubro para encerrarmos o capítulo e prosseguirmos com o capítulo 3 no encontro seguinte.

Também ficou estipulado que cada discussão de capítulo será coordenado por um integrante do grupo, o próximo será coordenado por nossa colega Renata.

Até nosso próximo encontro!!!

Nara Pasinato