quarta-feira, 3 de junho de 2009

Anotações sobre capítulo 10 - 02/06/2009

Anotações Grupo de Estudos
Dia 02 de junho de 2009

Próximo grupo de estudos dia 23 de junho, às 18h30
Capítulo 11, organizado por Fabíola.

Confraternização de final de semestre
Festa Julina, dia 03 de julho.
Horário: A definir
Local: Casa da Dil

Retomada do capítulo 9, a partir da página 159, no dia 23 de junho.

Registro contextualizado de linguagem falada:
Pesquisadores podem ser questionados se não se preocupou com a familiarização dos sujeitos da pesquisa com o dispositivo (câmera/gravador).
É necessário que tenha autorização de todos os alunos e professores envolvidos. Caso apenas um não concorde, há necessidade de retirar todos os dados coletados em relação ao sujeito.

Cuidados com a coleta (dispositivo utilizado para gravar) e com a transcrição (tempo/bastante trabalhoso). Benefícios do aparelho de transcrição.
Detalhamento da pesquisa (coleta de dados), por exemplo, citar que a observação de 16 horas/aulas gerou um documento de 20 páginas.
Incluir como anexo uma amostragem dos dados coletados (diário/relato).

Margarida Mead: primeira pesquisa qualitativa em ciências sociais.

Entrevista: importância de interagir com o sujeito (semi-estruturada) para ter dados mais completos e coerentes.

Entrevista de pequenos grupos e grupo focal
Grupo focal tem moderador, maior aparato (riqueza de dados, complementação). Convida um moderador que não é o pesquisador e não é participante do estudo.
Palpite: Não parte de um roteiro (questões), parte de provocações que podem ou não ser feitas. Análise: A diferença está na análise de dados entre os diferentes, afirma professora Romilda.

Métodos projetivos:
Criação de um instrumento/dispositivo de evocação.

Patrícia Meyer

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coleta de Dados Verbais na Pesquisa Qualitativa

Roteiro de estudos do capítulo 10:
Coleta de Dados Verbais na Pesquisa Qualitativa

Na introdução, os autores apresentam dois conceitos:
Método de coleta de dados (maneira)
Ferramentas de coleta de dados (dispositivos)

Irá tratar de cinco métodos de coleta de dados verbais:
a) Registro contextualizado de linguagem falada
b) Entrevista
c) Métodos projetivos
d) “Pensar em voz alta”
e) Coleta de transcrições já existentes

Registro contextualizado de linguagem falada
Gravação de uma atividade no momento em que ela ocorre.
Os dados são “contextualizados pois ocorrem naturalmente “in locus”.
Requer máxima preservação das interações, atividades, relações e linguagens.
Importância de planejar como será realizada a coleta de dados de acordo com o objetivo da pesquisa e de escolher o dispositivo mais adequado não apenas para a coleta, como para a transcrição de dados.
“Quando se registra a linguagem falada contextualizada,sempre se pretende coletar dados que sejam os mais autênticos possível, embora reconhecendo que o próprio ato de gravação – mesmo que na própria classe do pesquisador – interfere na dinâmica regular de sala de aula” (p.170) – Importância da preparação para evitar reações – explicar a presença da câmera (familiarização).
Dispositivos complexos (dados mais eficientes) X Dispositivos simples (menos invasivos)

Entrevista
Interações planejadas, previamente combinadas. Conduzidas por telefone, pessoalmente ou e-mail. Propósito: gerar informações detalhadas e necessárias sobre um evento, programa ou pessoa, que não podem ser obtidas por outros meios.
É essencial para obter informações sobre as crenças, valores, opiniões ou coletar narrativas pessoais, biografias ou histórias de vida.
Os participantes dizem em entrevistas o que não diriam no dia a dia.
A entrevista coleta dados verbais em um momento específico, não é possível captar tudo o que o sujeito pensa ou acredita.
Os dados são sempre parciais e incompletos e não representam uma “verdade definitiva”.
Processo em que entrevistador e entrevistados estão co-construindo dados.

Métodos projetivos
Uso de objetos (textos, atividades) para obter informações com os respondentes. Os objetos são chamados de dispositivos de evocação.
Usados para coletar informações sobre contextos, eventos, práticas, atitudes, motivações, crenças, expectativas.etc.
“Os dispositivos de evocação usados para coletar dados verbais podem ser, desde sonhos lembrados, até fotografias, ferramentas de trabalho ou recursos de ensino, objetos do cotidiano.” (p.182) – podem ser questões ou solicitações.
Requerem mais tempo de resposta do que as entrevistas convencionais. É interessante realizar o registro em vídeo.

“Pensar em voz alta”
Usado para gerar dados verbais, envolvendo os participantes na realização de uma tarefa, na resolução de um problema ou na coleta de informações e pedindo-lhes que falem enquanto pensam e durante o processo de tomada de decisão.
Difere dos métodos projetivos pois não está voltado para a identificar crenças , mas evoca os processos cognitivos.
O pensar em voz alta pode proporcionar esclarecimentos sobre os processos de pensamento. Não oferecem representações precisas e não são completos.

Coleta de transcrições já existentes
Vantagem: Reduz tempo necessário para coleta e aumenta tempo disponível para análise.
Fontes: Pesquisas em universidade, internet, listas de e-mail, bate-papo, sites governamentais. Desvantagens: Falta de dados sobre o contexto, não há possibilidade de análise de gestos , não tem informações sobre o processo de coleta de dados.

Entrevista
* Registro: anotações (mais voltado para o que o sujeito diz) ou gravação em áudio/vídeo (o que e como o sujeito diz)
* Indica-se combinação entre anotações e registro em gravação.
* Planejamento e escolha do dispositivo deve levar em conta tempo de transcrição.
* As entrevistas podem ser estruturadas (fazer comparações/indicada quando aplicada a grande número de pessoas/segue roteiro e ordem) ou não-estruturadas (não há roteiro, apenas uma ideia do pesquisador, coletar o máximo de informações)
* Entrevistas por e-mail são estruturadas
* Pesquisadores que defendem o uso da entrevista não-estruturada afirmam que elas “destroem” as relações de poder (mais democráticas), permitindo que as questões surjam naturalmente. São vistas como “conversas com propósitos”
* Entrevistas semi-estruturadas: Minimizam o controle às respostas dos participantes por parte do pesquisador. Incluem um roteiro prévio, mas trata-se de um guia, permitindo uma “sondagem” do pesquisador visando enriquecer a coleta de dados verbais. Permite que comparações sejam feitas e ao mesmo tempo, mantém o pesquisador aberto para explorar pontos em discussão que não estavam previstos e que possam contribuir com a pesquisa.
* Boas questões para entrevista: clareza, “de uma só resposta”, “não-conduzidas”, culturamente sensíveis e eticamente informadas.
Minimizar a ambigüidade realizando testes com diferentes pessoas, antes de realizar a entrevista com o sujeito. Não direcionar respostas e evitar influenciar explicitamente. Preocupar-se com a ordem das questões para que não afetem a confiabilidade dos dados. Não existem questões isentas. Minimizar riscos de ofender as pessoas (conhecer o grupo cultural que está sendo entrevistado). Exercício de colocar-se no lugar do sujeito para evitar constrangimentos desnecessários. É importante, no final da entrevista, abrir para comentários do pesquisado.
* Tipos de questões: Fechadas e abertas.
* Configurações: individuais, pequenos grupos (maximizar a coleta de dados, reduzindo o tempo de pesquisa. – Gerar discussão ao invés de perguntas e respostas). “As entrevistas de pequeno grupo são métodos de coleta de dados particularmente úteis para conhecer pontos de vista alternativos, para esclarecer consensos ou as divergências do grupo sobre uma questão e cruzar relatos de um evento e para esclarecer as interpretações do pesquisador, formadas durante o processo ou desenvolvidas a partir dos dados já coletados” (p.179). São ricas em dados, proporcionam resultados rápidos, maximizam possibilidade de levantar questões não previstas.
* Conduzindo a entrevista:
Critérios para selecionar os entrevistados: as características do sujeito tem que estar condizentes com os propósitos do estudo.
* Características de entrevistas eficazes:
- Planejamento prévio. Questões bem construídas, checagem de equipamento de registro.
- Estar atento para relações de poder, buscar estabelecer uma relação natural.
- Assinalar que está ouvindo e não realizar interrupções.
- Agradecer após realizar a entrevista.
- Explicar propósito do estudo.