Capítulo 05:
Informando o estudo: alguns aspectos-chave da revisão de textos teóricos
Como fundamentar os estudos na pesquisa pedagógica além das leituras?
Discussão via internet (Troca de correios eletrônicos com pessoas identificadas com a pesquisa,
Websites de interesse pessoal).
forma “convincente” para os professores buscarem inspiração e feedback para projetos.
Pesquisas em sites pessoais de pesquisadores ou de departamentos de educação dos governos.
Recurso valioso para transmitir a informação.
Discussão em intercâmbios locais (entre escolas e grupos de estudos, palestras e eventos de desenvolvimento profissional).
Discussões em conferências, seminários.
Estabelecer contatos valiosos, com potencial para auxiliar a fundamentação da pesquisa em andamento.
Uso de textos convencionais ou on-line para fundamentar o estudo:
A leitura para tomar conhecimento de outras pesquisas importantes na área (tema de pesquisa)
Objetivo: informar-se sobre o que os outros pesquisadores declaram saber sobre uma questão ou problema.
Verificar o que já é conhecido sobre o assunto e poupar o tempo, buscando uma “novidade”.
Repetir um estudo já realizado em nova situação ou contexto
Buscar uma nova abordagem do problema.
A leitura fundamenta os conceitos nos quais nosso estudo se baseia.
Objetivo: construir conceitos claros e coerentes que baseiem os dados coletados por meio de ferramentas e procedimentos e apontem como os dados devem ser medidos e analisados.
A leitura de trabalhos realizados a partir de perspectivas teóricas diferentes.
Oferece opções de pesquisa desconhecidas e proporciona a chance de aprofundamento da compreensão e posição teórica que se sentem comprometidos.
A leitura de relatos de projetos e métodos de pesquisa, ferramentas e procedimentos de coleta de dados, análise e interpretação de dados.
Buscar referencial teórico sobre como realizar o encaminhamento de uma pesquisa seguindo determinada metodologia. É extremamente “pragmática”. Há descrições sobre modelos, técnicas de coleta e de análise de dados. “é importante ler a respeito para tomar decisões fundamentadas”. “Consultar a bibliografia sobre opções de análise de dados, no início do estudo, alerta o pesquisador para habilidades adicionais que ele possa precisar desenvolver, a fim de analisar os dados eficientemente”. A leitura deve permitir que tenhamos a possibilidade de defender nosso conjunto de coleta de dados, ferramentas e procedimentos de análise, em relação a nossa questão de pesquisa.
A quantidade de leituras para fundamentar um estudo deve considerar três fatores:
A) Responsabilidade técnica e profissional com os sujeitos da pesquisa, o que significa produzir um estudo que justifique a boa vontade dos envolvidos. - a leitura deve garantir coerência e significado. - ler o suficiente para tornar a pesquisa genuína, confiável, válida e dentro do rigor científico necessário. “Quando se pode definir a coerência e o rigor do estudo em relação a seus propósitos, é porque se leu o suficiente”.
B) Os pesquisadores são responsáveis por garantir que os resultados obtidos por meio do estudo justifiquem a sua realização. Esta relação se chama “sustentabilidade”. “Um estudo bem construído, cuja fundamentação possa vir a corroborar para uma inovação no ensino, ou mesmo uma simples alteração de currículo no âmbito de uma sala de aula, de maneira a aumentar suas probabilidades de sucesso, em nossa opinião, é um estudo que tem responsabilidades sustentáveis”. O estudo deve ser digno de CRÉDITO. Como? Metodologia apurada, coerente, teoricamente relevante (pertinente e útil). Em sintonia com o conhecimento que circula entre educadores (área).
C) Os conhecimentos adquiridos devem ser valiosos pessoalmente ou para avanços profissionais.
Quantificação: Dificilmente há um estudo digno sem a leitura de pelo menos três livros e 15 artigos ou capítulos pertinentes.
Localizando a bibliografia relevante
Catálogos das bibliotecas: Geralmente os assuntos são muito mais gerais que o objeto de estudo, nestes casos, é preciso dentre os resultados da busca identificar as fontes pertinentes ou se não encontra resultados, buscar um assunto próximo ou correlato.
Palavras-chaves são palavras centrais ao conteúdo de um recurso. São apontadas pelo autor pois “captam” melhor o assunto da obra. Sob o ponto de vista do buscador, palavra-chaves boas são aquelas que proporcionam o máximo de informações precisas sobre um determinado texto.
Sites de busca
Bancos de dados específicos
Índices de citação: “recursos destinados a proporcionar um guia que remete a autores conceituados e obras publicadas”. “se um pesquisador localizar uma fonte e quiser saber como seu autor é 'considerado' no campo, ele pode consultar um índice de citação e verificar se o autor foi citado nos anos precedentes, com que frequência e por quem”. - auxilia um pesquisador a perceber onde os autores estão posicionadas em um campo, além da forma, intensidade do debate, questões -chave, perspectivas e abordagens.
Como ler os recursos que localizamos
Fundamentar o estudo é essencial para basear as decisões que tomamos a respeito da nossa pesquisa. Uma leitura envolvida em uma pesquisa de boa qualidade é: ativa, crítica, distintiva, avaliativa, metódica.
Ler ativamente: Significa atuar sobre o texto, envolver-se, fazer anotações, redigir comentários, realizar associações entre diferentes partes do texto.
Ler criticamente: Criar questionamentos, anotar argumentos que não ficam claros ou sem fundamentação apropriada, anotar posicionamentos pertinentes ou relacionar o ponto de vista dos autores.
Ler para distinguir comparar: Diferenciar pontos de vista, procedimentos, resultados, interpretações, entre outros. Comparação entre diferentes estudos sobre a mesma área de interesse.
Ler de um ponto de vista avaliativo: Identificar pontos fortes e fracos para aprender com os trabalhos já existentes, aperfeiçoando seus pontos fracos e evoluindo a partir de seus pontos fortes.
Ler metodicamente: Abranger o campo pertinente, alocar o tempo de forma apropriada (dividir o tempo disponível para diferentes aspectos da pesquisa) e fazer registros.
Organizando informações com origem na leitura:
Utilização de fichas de arquivo ou outro sistema que permita: facilidade de manejo, construção e uso.
Patrícia Meyer
terça-feira, 18 de novembro de 2008
ENCONTRO DO DIA 13.11.2008 - Capítulo 04: Abordagens gerais para a pesquisa
Capítulo 04:
Abordagens gerais para a pesquisa
- Pesquisa baseada em documentos
- Pesquisa quantitativa
- Pesquisa qualitativa
- Pesquisa de métodos mistos
Pesquisa baseada em documentos
Dados a serem coletados já existem em documentos disponíveis
Exemplos: trabalhos teóricos, arquivos históricos, súmulas, manuais, regulamentos, arquivos de jornais, correspondências etc.
Proporção bastante significativa da pesquisa educacional acadêmica é documental.
A pesquisa documental é especialmente conveniente para alguns tipos de questões ou quando já há abundante pesquisa no assunto.
Pesquisa documental versus revisão de literatura: De uma forma restrita a pesquisa documental está presente na revisão literária de qualquer tipo de estudo, entretanto, a pesquisa documental implica em uma série de técnicas de análise, interpretação e manejo de dados.
A revisão fundamenta a pesquisa, dando qualidade e tornando-a útil. Nos dá consciência do que devemos evitar em uma pesquisa, evitar a “reinvenção da roda”. Podemos identificar lacunas, alertar para novas abordagens e aspectos, ponto de partida para estruturar a nossa pesquisa, realizamos distinções, associações e selecionamos o que é mais pertinente, formulação de conceitos e teorias que darão base aos estudos.
Formas gerais de pesquisa baseada em documentos: “descobrir o atual estado do conhecimento e identificar a principal vantagem de um dado problema, tem ou questão”. - Implica elaboração de resumos, exposições de pontos de vista, comparações, perspectivas entre outros. Avaliação de argumentos, ponderar evidências, análise temática e de conteúdo. Há diferenças substanciais nos procedimentos e tarefas envolvidos em uma revisão literária e uma pesquisa documental.
Formas especializadas de pesquisa baseada em documentos: Análise de discurso crítica, mais específica e especializada que os procedimentos analíticos empregados em uma revisão padronizada de teoria. - Pesquisa baseada em documentos está crescendo devido à Internet, entretanto a pesquisa documental não é menos rigorosa e exigente que os demais tipos de pesquisas.
O papel e o local da teoria nos projetos de pesquisa baseados em documentos
“as teorias de que nos valemos influenciam, em primeiro lugar, a maneira como usamos os dados existentes nos documentos para encaminhar nossa questão de pesquisa e o que nós consideramos relevantes nesses dados”.
Além de contarmos coma teoria para guiar nossa pesquisa bibliográfica, podemos também realizar pesquisa documental, visando aprimorar ou criticar a teoria já existente. Ou seja, em vez de tomar o que está estabelecido pela teoria existente, como a base para desenvolver uma pesquisa empírica, o pesquisador pode usar a base já existente para buscar modificar a teoria. - Nossa pesquisa também pode contribuir para melhorar a teoria que a baseou.
Pesquisa quantitativa
Procedimentos- definições precisas e métodos objetivos (coleta e análise) – resultados (sistemáticos e cumulativos) confirmados ou não – conhecimento útil. Qualquer coisa de interesse dos pesquisadores sociais pode e deve ser mensurada. O conhecimento útil sobre as regularidades que existem no mundo pode ser gerado pela oerta de informações quantificáveis - das amostras podem inferir características desconhecidas de populações mais amplas.
3 condições: medir variáveis, teste de teorias e hipóteses anteriores, amostras significativas para gerar inferências que podem ser generalizadas.
“Processo de controle de variáveis que visa testar objetivamente alguma teoria”
Variáveis (aquilo que pode mudar ou variar dentro do contexto ou escopo da pesquisa) – podem ser dependentes ou independentes. “a qualidade das conclusões em pesquisa quantitativa depende da perícia do pesquisador para medir as variáveis de interesse”.
Objetividade (distanciamento – afastar suposições e “paixões”). Minimizar a subjetividade e predisposição (desconhecer sujeitos da pesquisa, por exemplo).
Testagem de teoria ou hipóteses - A hipótese de pesquisa declara o resultado esperado do estudo, considerando os fundamentos dados pela teoria e pela revisão do pesquisador à produção textual acadêmica. A hipótese nula não estabelece relação entre itens, processos. O pesquisador apresenta esta hipótese apenas para testar e espera rejeitar. A rejeição em uma hipótese nula dá apoio para a formulação de uma hipótese de pesquisa.
Estatística e significado da estatística (maneira útil de matematicamente classificar, organizar e resumir as informações).
Validade do estudo: validação interna (extensão em que resultados são precisos e verdadeiros) e externa ( julgar em que medida os dados obtidos podem ser estendidos as outras populações, condições ou ambientes similares – capacidade de generalização)
Controle de variáveis assegura maior validade interna: pesquisador identifica elementos-chave dos problema, isola e desenvolve estratégias para testá-los. Outra forma é a distribuição dos participantes em grupos e condições.
Pesquisa qualitativa
Pouco uso de formas de análise estatísticas. Entretanto, os instrumentos de coleta de dados podem ser usados ocasionalmente. - Não pressupõe grandes amostras (não tem em vista representatividade de grandes populações), ao contrário da pesquisa quantitativa que se preocupa em estabelecer relações causais, a pesquisa qualitativa tem o intuito de identificar “como as pessoas experimentam, entendem, interpretam e participam de seus mundos social e cultural”.
Atenção aos dados que podem ser coletados em ambientes naturais oud a vida real.
Os métodos de coleta de dados compreendem especialmente: observações de práticas reais ou eventos reais ou registros.
Os pesquisadores qualitativos visam coletar dados que sejam CONTEXTUALIZADOS. - Que levam em conta o tipo de escola, comunidade, época, contexto, cidade, entre outros.
“É claro que os pesquisadores qualitativos também coletam dados em contextos sociais diferentes daqueles que são de principal interesse do estudo. Isto é especialmente verdade com relação às entrevistas em que, por exemplo, um professor ou um aluno podem ser ouvidos na sala dos professores ou em casa, sobre aspectos da atividade em sala de aula. Entretanto, a questão aqui é de a qualidade e a confiabilidade dos dados não é diminuída (e pode ser aumentada), coletando-os fora do contexto imediato que está sendo investigado”.
Investigação e/ou sobre contextos da vida real: Pesquisadores querem entender o mundo sob a perspectiva de outras pessoas. A pesquisa qualitativa proporciona descrições ricas e detalhadas de pessoas em ação, programas em específico ou práticas sociais. CONTEXTOS (soma total da dedução de significado, práticas sociais, negociações sociais, interações e referências a outros contextos e ventos que moldam o sentido a ser colhido de um dado ou idéia)
A ênfase na interpretação e na dedução de significado: As descrições na pesquisa qualitativa são sempre interpretadas a partir de alguma postura teórica ou normativa/ideológica. - A pesquisa pode, mais do que refletir ou revelar uma realidade, construí-la.
O papel do pesquisador na pesquisa qualitativa:Muita atenção ao papel do pesquisador (menor objetividade). O pesquisador é considerado como um instrumento de coleta de dados. “os valores, as suposições, as crenças e o conhecimento do pesquisador sobre um tópico informarem diretamente sobre o tipo de dados coletados e como eles devem ser relatados”. - Influência da postura do pesquisador.
Pesquisa de métodos mistos
Se refere a estudos que incluem elementos dos métodos qualitativo e quantitativo em seus projetos
Nem todos os projetos ou estruturas teóricas permitem metodologia mista.
Patrícia Meyer
Abordagens gerais para a pesquisa
- Pesquisa baseada em documentos
- Pesquisa quantitativa
- Pesquisa qualitativa
- Pesquisa de métodos mistos
Pesquisa baseada em documentos
Dados a serem coletados já existem em documentos disponíveis
Exemplos: trabalhos teóricos, arquivos históricos, súmulas, manuais, regulamentos, arquivos de jornais, correspondências etc.
Proporção bastante significativa da pesquisa educacional acadêmica é documental.
A pesquisa documental é especialmente conveniente para alguns tipos de questões ou quando já há abundante pesquisa no assunto.
Pesquisa documental versus revisão de literatura: De uma forma restrita a pesquisa documental está presente na revisão literária de qualquer tipo de estudo, entretanto, a pesquisa documental implica em uma série de técnicas de análise, interpretação e manejo de dados.
A revisão fundamenta a pesquisa, dando qualidade e tornando-a útil. Nos dá consciência do que devemos evitar em uma pesquisa, evitar a “reinvenção da roda”. Podemos identificar lacunas, alertar para novas abordagens e aspectos, ponto de partida para estruturar a nossa pesquisa, realizamos distinções, associações e selecionamos o que é mais pertinente, formulação de conceitos e teorias que darão base aos estudos.
Formas gerais de pesquisa baseada em documentos: “descobrir o atual estado do conhecimento e identificar a principal vantagem de um dado problema, tem ou questão”. - Implica elaboração de resumos, exposições de pontos de vista, comparações, perspectivas entre outros. Avaliação de argumentos, ponderar evidências, análise temática e de conteúdo. Há diferenças substanciais nos procedimentos e tarefas envolvidos em uma revisão literária e uma pesquisa documental.
Formas especializadas de pesquisa baseada em documentos: Análise de discurso crítica, mais específica e especializada que os procedimentos analíticos empregados em uma revisão padronizada de teoria. - Pesquisa baseada em documentos está crescendo devido à Internet, entretanto a pesquisa documental não é menos rigorosa e exigente que os demais tipos de pesquisas.
O papel e o local da teoria nos projetos de pesquisa baseados em documentos
“as teorias de que nos valemos influenciam, em primeiro lugar, a maneira como usamos os dados existentes nos documentos para encaminhar nossa questão de pesquisa e o que nós consideramos relevantes nesses dados”.
Além de contarmos coma teoria para guiar nossa pesquisa bibliográfica, podemos também realizar pesquisa documental, visando aprimorar ou criticar a teoria já existente. Ou seja, em vez de tomar o que está estabelecido pela teoria existente, como a base para desenvolver uma pesquisa empírica, o pesquisador pode usar a base já existente para buscar modificar a teoria. - Nossa pesquisa também pode contribuir para melhorar a teoria que a baseou.
Pesquisa quantitativa
Procedimentos- definições precisas e métodos objetivos (coleta e análise) – resultados (sistemáticos e cumulativos) confirmados ou não – conhecimento útil. Qualquer coisa de interesse dos pesquisadores sociais pode e deve ser mensurada. O conhecimento útil sobre as regularidades que existem no mundo pode ser gerado pela oerta de informações quantificáveis - das amostras podem inferir características desconhecidas de populações mais amplas.
3 condições: medir variáveis, teste de teorias e hipóteses anteriores, amostras significativas para gerar inferências que podem ser generalizadas.
“Processo de controle de variáveis que visa testar objetivamente alguma teoria”
Variáveis (aquilo que pode mudar ou variar dentro do contexto ou escopo da pesquisa) – podem ser dependentes ou independentes. “a qualidade das conclusões em pesquisa quantitativa depende da perícia do pesquisador para medir as variáveis de interesse”.
Objetividade (distanciamento – afastar suposições e “paixões”). Minimizar a subjetividade e predisposição (desconhecer sujeitos da pesquisa, por exemplo).
Testagem de teoria ou hipóteses - A hipótese de pesquisa declara o resultado esperado do estudo, considerando os fundamentos dados pela teoria e pela revisão do pesquisador à produção textual acadêmica. A hipótese nula não estabelece relação entre itens, processos. O pesquisador apresenta esta hipótese apenas para testar e espera rejeitar. A rejeição em uma hipótese nula dá apoio para a formulação de uma hipótese de pesquisa.
Estatística e significado da estatística (maneira útil de matematicamente classificar, organizar e resumir as informações).
Validade do estudo: validação interna (extensão em que resultados são precisos e verdadeiros) e externa ( julgar em que medida os dados obtidos podem ser estendidos as outras populações, condições ou ambientes similares – capacidade de generalização)
Controle de variáveis assegura maior validade interna: pesquisador identifica elementos-chave dos problema, isola e desenvolve estratégias para testá-los. Outra forma é a distribuição dos participantes em grupos e condições.
Pesquisa qualitativa
Pouco uso de formas de análise estatísticas. Entretanto, os instrumentos de coleta de dados podem ser usados ocasionalmente. - Não pressupõe grandes amostras (não tem em vista representatividade de grandes populações), ao contrário da pesquisa quantitativa que se preocupa em estabelecer relações causais, a pesquisa qualitativa tem o intuito de identificar “como as pessoas experimentam, entendem, interpretam e participam de seus mundos social e cultural”.
Atenção aos dados que podem ser coletados em ambientes naturais oud a vida real.
Os métodos de coleta de dados compreendem especialmente: observações de práticas reais ou eventos reais ou registros.
Os pesquisadores qualitativos visam coletar dados que sejam CONTEXTUALIZADOS. - Que levam em conta o tipo de escola, comunidade, época, contexto, cidade, entre outros.
“É claro que os pesquisadores qualitativos também coletam dados em contextos sociais diferentes daqueles que são de principal interesse do estudo. Isto é especialmente verdade com relação às entrevistas em que, por exemplo, um professor ou um aluno podem ser ouvidos na sala dos professores ou em casa, sobre aspectos da atividade em sala de aula. Entretanto, a questão aqui é de a qualidade e a confiabilidade dos dados não é diminuída (e pode ser aumentada), coletando-os fora do contexto imediato que está sendo investigado”.
Investigação e/ou sobre contextos da vida real: Pesquisadores querem entender o mundo sob a perspectiva de outras pessoas. A pesquisa qualitativa proporciona descrições ricas e detalhadas de pessoas em ação, programas em específico ou práticas sociais. CONTEXTOS (soma total da dedução de significado, práticas sociais, negociações sociais, interações e referências a outros contextos e ventos que moldam o sentido a ser colhido de um dado ou idéia)
A ênfase na interpretação e na dedução de significado: As descrições na pesquisa qualitativa são sempre interpretadas a partir de alguma postura teórica ou normativa/ideológica. - A pesquisa pode, mais do que refletir ou revelar uma realidade, construí-la.
O papel do pesquisador na pesquisa qualitativa:Muita atenção ao papel do pesquisador (menor objetividade). O pesquisador é considerado como um instrumento de coleta de dados. “os valores, as suposições, as crenças e o conhecimento do pesquisador sobre um tópico informarem diretamente sobre o tipo de dados coletados e como eles devem ser relatados”. - Influência da postura do pesquisador.
Pesquisa de métodos mistos
Se refere a estudos que incluem elementos dos métodos qualitativo e quantitativo em seus projetos
Nem todos os projetos ou estruturas teóricas permitem metodologia mista.
Patrícia Meyer
ENCONTRO DO DIA 30.10.2008 - CAPÍTULO 3 FORMULANDO NOSSOS PROPÓSITOS DE PESQUISA: PROBLEMAS, QUESTÕES, INTENÇÕES E OBJETIVOS
ENCONTRO DO DIA 30.10.2008
Dia: 18 de novembro de 2008 – mandar email
Próximo encontro: Nara
Coordenadora: Renata
Formulando nossos propósitos de pesquisa: problemas, questões, intenções e objetivos.
Dimensões:
Internas: processo reflexivo que se movimenta entre considerações correspondentes ao problema.
Externas: envolve a movimentação em direção a resolver este problema (coleta de dados, consulta a fontes, etc.)
O processo não deve ser linear, deve ser sim flexível. O problema não pode ser fechado e pronto.
Propósito da pesquisa
Problema
Intenção
Objetivo
Problema:
Existencial: Surge de uma situação que oferece dificuldade ou perplexidade. Incomodo.
Epistemológico: Problema como algo tratado, resolvido tentando-se entender ou conhecer a situação.
(Separação Didática)
Tipos de problema: teórico, ético e prático.
Teórico: Busca de informações sobre o problema. Ex: Pesquisa da Legislação que dá condições aquela situação.
Estudo das bibliografias sobre o assunto.
Prático: Observação de situações, conversa e entrevistas, questionário com os envolvidos no problema: Ação, Intervenção.
Ético: Observação do cenário em que a situação ocorre verificando se atinge a todos os envolvidos. Eqüitativo e justo. Quem está sendo afetado por esta situação.
Necessidade de se usar a observação e a pesquisa.
A questão da pesquisa
Encarar problema como algo que precisa ser resolvido. Em primeiro momento temos um problema-questão geral e a medida que a pesquisa vai acontecendo surgem outros problemas mais específicos.
Questão Geral – Questões Norteadoras (hipóteses de trabalho)
Hipóteses de trabalho (será que?)
Hipótese não pode ser usada em pesquisa qualitativa. Hipóteses são relacionadas a pesquisa quantitativa.
Digressões:
- Relação entre desenvolver questões de pesquisa de boa qualidade e ter um foco genuíno no problema.
- Maneira como entendemos e formulamos nossas questões de pesquisa, em relação aos diferentes tipos de pesquisa, em relação aos diferentes tipos de investigação que realizemos como professores.
Cuidado ao aliar as técnicas de pesquisa com o objetivo que eu pretendo atingir.
Os objetivos são construídos a partir da intenção. Os objetivos são a operacionalização das intenções.
Sirley Golemba Costa
Dia: 18 de novembro de 2008 – mandar email
Próximo encontro: Nara
Coordenadora: Renata
Formulando nossos propósitos de pesquisa: problemas, questões, intenções e objetivos.
Dimensões:
Internas: processo reflexivo que se movimenta entre considerações correspondentes ao problema.
Externas: envolve a movimentação em direção a resolver este problema (coleta de dados, consulta a fontes, etc.)
O processo não deve ser linear, deve ser sim flexível. O problema não pode ser fechado e pronto.
Propósito da pesquisa
Problema
Intenção
Objetivo
Problema:
Existencial: Surge de uma situação que oferece dificuldade ou perplexidade. Incomodo.
Epistemológico: Problema como algo tratado, resolvido tentando-se entender ou conhecer a situação.
(Separação Didática)
Tipos de problema: teórico, ético e prático.
Teórico: Busca de informações sobre o problema. Ex: Pesquisa da Legislação que dá condições aquela situação.
Estudo das bibliografias sobre o assunto.
Prático: Observação de situações, conversa e entrevistas, questionário com os envolvidos no problema: Ação, Intervenção.
Ético: Observação do cenário em que a situação ocorre verificando se atinge a todos os envolvidos. Eqüitativo e justo. Quem está sendo afetado por esta situação.
Necessidade de se usar a observação e a pesquisa.
A questão da pesquisa
Encarar problema como algo que precisa ser resolvido. Em primeiro momento temos um problema-questão geral e a medida que a pesquisa vai acontecendo surgem outros problemas mais específicos.
Questão Geral – Questões Norteadoras (hipóteses de trabalho)
Hipóteses de trabalho (será que?)
Hipótese não pode ser usada em pesquisa qualitativa. Hipóteses são relacionadas a pesquisa quantitativa.
Digressões:
- Relação entre desenvolver questões de pesquisa de boa qualidade e ter um foco genuíno no problema.
- Maneira como entendemos e formulamos nossas questões de pesquisa, em relação aos diferentes tipos de pesquisa, em relação aos diferentes tipos de investigação que realizemos como professores.
Cuidado ao aliar as técnicas de pesquisa com o objetivo que eu pretendo atingir.
Os objetivos são construídos a partir da intenção. Os objetivos são a operacionalização das intenções.
Sirley Golemba Costa
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
ENCONTRO DO DIA 23 DE OUTUBRO – PESQUISA COMO INVESTIGAÇÃO SISTEMÁTICA
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, २००८
O estudo partiu da página 37, do capítulo 2.
Iniciamos analisando o que os autores querem dizer com PROPÓSITOS de uma pesquisa. Os propósitos são os objetivos do estudo. Em seguida, o capítulo trata da relação entre os PROPÓSITOS DA PESQUISA e os DADOS para definir ABORDAGEM DE ANÁLISE DE DADOS.
De acordo com as professores Romilda Ens e Dilmeire Vosgerau há três formas de analisar dados: ANÁLISE DE DISCURSO, DE CONTEÚDO E NARRATIVA.
Destas a mais simples e convencional é a de CONTEÚDO que analisa o que “o sujeito disse”, sem procurar identificar sua “intenção”. O grupo apontou e debateu a importância de incluir o tipo de análise que irá realizar no PLANEJAMENTO da pesquisa.
Tratamos também sobre a importância das FONTES DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO, que nada mais são do que os referenciais teóricos da pesquisa. E sobre a diferença conceitual entre CONSIDERAÇÕES FINAIS e CONCLUSÃO – esta última aparenta que o pesquisador considera o assunto finalizado.
Também debatemos a importância do rigor científico transparecer na redação do texto. A importância do “academicismo” especialmente em textos que se referem a resultados de pesquisas. E sobre o quanto é essencial identificar, nos autores utilizados nos referenciais teóricos, a tragetória de pesquisa dos autores.
Sobre a ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS COMPONENTES DA PESQUISA:
O que os dados implicam ou significam;
Buscar regularidades;
A análise QUALITATIVA é subjetiva, pois há interferência da “leitura” do mundo do pesquisador, od dados podem gerar diferentes interpretações para diferentes “olhares” dos pesquisadores - por isso a importância da FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.
CODIFICAÇÃO ABERTA – explicação sobre o conceito “teoria fundamentada em dados”
o que é?
“o referencial teórico é necessário como ponto de partida porém, pode-se partir de uma análise de uma MASSA DE DADOS para a teoria, indicado apenas para pesquisadores experientes.
Debatemos também a importância de relacionar diferentes TÉCNICAS DE PESQUISA para aprofundar os estudos sobre determinado objeto.
E a diferença conceitual entre incursões de campo e OBSERVAÇÕES. As incursões são superficiais e trazer as primeiras concepções sobre a realidade, uma espécie de mapeamento, sem o mesmo rigor científico e cuidados necessários para a observação.
Patrícia Meyer
O estudo partiu da página 37, do capítulo 2.
Iniciamos analisando o que os autores querem dizer com PROPÓSITOS de uma pesquisa. Os propósitos são os objetivos do estudo. Em seguida, o capítulo trata da relação entre os PROPÓSITOS DA PESQUISA e os DADOS para definir ABORDAGEM DE ANÁLISE DE DADOS.
De acordo com as professores Romilda Ens e Dilmeire Vosgerau há três formas de analisar dados: ANÁLISE DE DISCURSO, DE CONTEÚDO E NARRATIVA.
Destas a mais simples e convencional é a de CONTEÚDO que analisa o que “o sujeito disse”, sem procurar identificar sua “intenção”. O grupo apontou e debateu a importância de incluir o tipo de análise que irá realizar no PLANEJAMENTO da pesquisa.
Tratamos também sobre a importância das FONTES DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO, que nada mais são do que os referenciais teóricos da pesquisa. E sobre a diferença conceitual entre CONSIDERAÇÕES FINAIS e CONCLUSÃO – esta última aparenta que o pesquisador considera o assunto finalizado.
Também debatemos a importância do rigor científico transparecer na redação do texto. A importância do “academicismo” especialmente em textos que se referem a resultados de pesquisas. E sobre o quanto é essencial identificar, nos autores utilizados nos referenciais teóricos, a tragetória de pesquisa dos autores.
Sobre a ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS COMPONENTES DA PESQUISA:
O que os dados implicam ou significam;
Buscar regularidades;
A análise QUALITATIVA é subjetiva, pois há interferência da “leitura” do mundo do pesquisador, od dados podem gerar diferentes interpretações para diferentes “olhares” dos pesquisadores - por isso a importância da FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.
CODIFICAÇÃO ABERTA – explicação sobre o conceito “teoria fundamentada em dados”
o que é?
“o referencial teórico é necessário como ponto de partida porém, pode-se partir de uma análise de uma MASSA DE DADOS para a teoria, indicado apenas para pesquisadores experientes.
Debatemos também a importância de relacionar diferentes TÉCNICAS DE PESQUISA para aprofundar os estudos sobre determinado objeto.
E a diferença conceitual entre incursões de campo e OBSERVAÇÕES. As incursões são superficiais e trazer as primeiras concepções sobre a realidade, uma espécie de mapeamento, sem o mesmo rigor científico e cuidados necessários para a observação.
Patrícia Meyer
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
ENCONTRO DO DIA 16 DE OUTUBRO – CAPÍTULO 2 - A PESQUISA COMO INVESTIGAÇÃO SISTEMÁTICA
Abaixo segue o relato do debate do Grupo de Estudos Formação de Professores e as TIC, quando iniciamos a discussão do cap 2 do livro:
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
Primeiro foi retomado o sumário para compreender a estrutura do livro.
A pergunta que se forma é: O que é pesquisa pedagógica?
Após todos emitirem opinião do que tem discutido a um consenso que é a pesquisa que observa situação em sala de aula, que pode ser feita pelo professor na sua ação ou o professor da academia.
Os autores, porém, afirmam que o professor pesquisador será somente aquele da academia e que tem uma pesquisa estruturada e coerente.
Foi relembrado que o Cap 1 diferencia o professor pesquisador na sua ação do professor pesquisador da academia.
Com isso iniciou-se a discussão do Cap 2, que aborda:
- As Questões de Pesquisa
Essa é uma questão que deve ser muito bem elaborada, muitos alunos têm por hábito fazer os questionários antes e depois pensar no seu problema de pesquisa, quando deve ser o contrário.
O problema deve ser bem claro, para só então se pensar nos instrumentos.
- Os Propósitos de Pesquisa
Os professores precisam conhecer a teoria para poder aprimorar a sua prática pedagógica.
- Há 3 momentos que informam sobre o andamento do tema da pesquisa:
1) Reconhecer algo como semente, por exemplo, algo que lemos, uma idéia, uma experiência, que instigue um problema.
2) A partir da idéia devemos fundamentar para elaborar as questões e de que maneira a pesquisa pode ser desenvolvida, esse questionamento pode ocorrer durante todo o processo.
3) Depois de finalizar a pesquisa devemos publicá-la o que pode levar a um início de uma nova série de perguntas.
- A estrutura de um projeto:
O sucesso de um projeto depende de ele ser bem projetado. Ao longo do processo o problema pode se modificar devido ao surgimento de novas questões.
Os autores destacam que o projeto deve ser desenvolvido em 5 idéias:
1) Questões claras e bem estruturadas.
2) Deve ser guiado por estruturas teóricas e conceituais.
3) Deve ter uma estratégia para a coleta e organização dos dados.
4) Precisa ter uma estratégia para analisar os dados que deve ser coerente com o projeto.
5) Estratégia para interpretar a análise dos dados, proporcionando os resultados e conclusões.
Seguindo esses passos se consegue desenvolver um projeto de maneira mais coerente.
- Projeto e Paradigma de Pesquisa.
Existem 2 paradigmas, a pesquisa pode ser:
1) Quantitativa: onde se diz que tudo pode ser medido.
2) Qualitativa: que observa o contexto.
A partir dessa observação o grupo destacou que:
- perguntas abertas são qualitativas e perguntas fechadas são quantitativas
- os resultados da pesquisa quantitativa devem ser explicados através de um método estatístico.
- estudos quantitativos envolvem um grande volume de coleta de dados.
- na metodologia qualitativa, o pesquisador deve descrever o contexto da análise para não suscitar questionamentos.
- tanto a pesquisa quantitativa como a qualitativa podem trabalhar com hipóteses e com números, porém a qualitativa não precisa empregar hipóteses, amostras ou números.
- Os autores destacam 6 pontos importantes sobre o projeto de pesquisa.
1) Deve ter uma estrutura conceitual bem organizada para sustentar o estudo.
2) Projetos de pesquisa são diferentes, conceitualmente, metodologicamente, etc..
3) As questões não são fatores limitantes do projeto.
4) Eles devem ser criados, adaptados, modificados no que se refere à questão da pesquisa.
5) Ter coerência entre as questões de pesquisa e o projeto.
6) Se ético como pesquisador e elaborar um projeto de qualidade.
O grupo não conseguiu encerrar o capítulo 2, fomos até a pág 37.
Por esse motivo foi marcado um novo encontro para o dia 23 de outubro para encerrarmos o capítulo e prosseguirmos com o capítulo 3 no encontro seguinte.
Também ficou estipulado que cada discussão de capítulo será coordenado por um integrante do grupo, o próximo será coordenado por nossa colega Renata.
Até nosso próximo encontro!!!
Nara Pasinato
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
Primeiro foi retomado o sumário para compreender a estrutura do livro.
A pergunta que se forma é: O que é pesquisa pedagógica?
Após todos emitirem opinião do que tem discutido a um consenso que é a pesquisa que observa situação em sala de aula, que pode ser feita pelo professor na sua ação ou o professor da academia.
Os autores, porém, afirmam que o professor pesquisador será somente aquele da academia e que tem uma pesquisa estruturada e coerente.
Foi relembrado que o Cap 1 diferencia o professor pesquisador na sua ação do professor pesquisador da academia.
Com isso iniciou-se a discussão do Cap 2, que aborda:
- As Questões de Pesquisa
Essa é uma questão que deve ser muito bem elaborada, muitos alunos têm por hábito fazer os questionários antes e depois pensar no seu problema de pesquisa, quando deve ser o contrário.
O problema deve ser bem claro, para só então se pensar nos instrumentos.
- Os Propósitos de Pesquisa
Os professores precisam conhecer a teoria para poder aprimorar a sua prática pedagógica.
- Há 3 momentos que informam sobre o andamento do tema da pesquisa:
1) Reconhecer algo como semente, por exemplo, algo que lemos, uma idéia, uma experiência, que instigue um problema.
2) A partir da idéia devemos fundamentar para elaborar as questões e de que maneira a pesquisa pode ser desenvolvida, esse questionamento pode ocorrer durante todo o processo.
3) Depois de finalizar a pesquisa devemos publicá-la o que pode levar a um início de uma nova série de perguntas.
- A estrutura de um projeto:
O sucesso de um projeto depende de ele ser bem projetado. Ao longo do processo o problema pode se modificar devido ao surgimento de novas questões.
Os autores destacam que o projeto deve ser desenvolvido em 5 idéias:
1) Questões claras e bem estruturadas.
2) Deve ser guiado por estruturas teóricas e conceituais.
3) Deve ter uma estratégia para a coleta e organização dos dados.
4) Precisa ter uma estratégia para analisar os dados que deve ser coerente com o projeto.
5) Estratégia para interpretar a análise dos dados, proporcionando os resultados e conclusões.
Seguindo esses passos se consegue desenvolver um projeto de maneira mais coerente.
- Projeto e Paradigma de Pesquisa.
Existem 2 paradigmas, a pesquisa pode ser:
1) Quantitativa: onde se diz que tudo pode ser medido.
2) Qualitativa: que observa o contexto.
A partir dessa observação o grupo destacou que:
- perguntas abertas são qualitativas e perguntas fechadas são quantitativas
- os resultados da pesquisa quantitativa devem ser explicados através de um método estatístico.
- estudos quantitativos envolvem um grande volume de coleta de dados.
- na metodologia qualitativa, o pesquisador deve descrever o contexto da análise para não suscitar questionamentos.
- tanto a pesquisa quantitativa como a qualitativa podem trabalhar com hipóteses e com números, porém a qualitativa não precisa empregar hipóteses, amostras ou números.
- Os autores destacam 6 pontos importantes sobre o projeto de pesquisa.
1) Deve ter uma estrutura conceitual bem organizada para sustentar o estudo.
2) Projetos de pesquisa são diferentes, conceitualmente, metodologicamente, etc..
3) As questões não são fatores limitantes do projeto.
4) Eles devem ser criados, adaptados, modificados no que se refere à questão da pesquisa.
5) Ter coerência entre as questões de pesquisa e o projeto.
6) Se ético como pesquisador e elaborar um projeto de qualidade.
O grupo não conseguiu encerrar o capítulo 2, fomos até a pág 37.
Por esse motivo foi marcado um novo encontro para o dia 23 de outubro para encerrarmos o capítulo e prosseguirmos com o capítulo 3 no encontro seguinte.
Também ficou estipulado que cada discussão de capítulo será coordenado por um integrante do grupo, o próximo será coordenado por nossa colega Renata.
Até nosso próximo encontro!!!
Nara Pasinato
sábado, 27 de setembro de 2008
ENCONTRO DO DIA 25 DE SETEMBRO - CONCLUSÃO DO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO À PESQUISA PEDAGÓGICA
Segue relato dos trabalhos do Grupo de Estudos Formação de Professores e as TICS, realizado dia 25 de setembro, na PUC/PR, quando encerramos as discussões sobre o capítulo 1 do livro:
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
- Qualquer professor, pode ser um professor-pesquisador desde que tenha como base para suas análises uma fundamentação teórica coerente. O texto apresenta duas concepções de professor-pesquisador:
a) o professor que investiga a sua própria prática, ou seja, pesquisa o seu contexto - Pesquisador inserido em sala de aula. Neste sentido, STENHOUSE propõe que a pesquisa seja um estudo de caso com rigor científico e que os professores realizem comparações com outros estudos de casos para ter uma "perspectiva múltipla".
b) Apenas a universidade faz pesquisa. Neste sentido, o professor é convidado a "sair de sala de aula" para ter "o olhar do outro", ou seja, analisar fora do seu contexto. Para BERTHOFF, o professor-pesquisador é aquele que , na universidade, adquire fundamentação teórica e melhora sua prática se tornando efetivamente um pesquisador. O autor vê com interesses opostos os pesquisadores acadêmicos e os profissionais (mantém em sala de aula).
Enfatizamos em nossas discussões a importância da fundamentação teórica embasar todas as fases/etapas do projeto.
Principais semelhanças entre as duas concepções de professor-pesquisador:
1. Pesquisa tem que ser baseada em dúvidas dos professores. Ou seja, em problemas reais.
2. Teoria e prática precisam uma da outra.
Discutimos também sobre o "memorial", se é importante ou não para o pesquisador incluir uma motivação para iniciar os estudos. Onde isto cabe e de que forma. Concluímos que é interessante responder, na introdução ou apresentação dos projetos "o que te levou a fazer esta pesquisa".
Porém, salientamos que este ponto de vista do pesquisador, pode estar presente na introdução e nas considerações finais. No restante da dissertação, tese, ou artigo tudo precisa ser embasado em pesquisa. Os argumentos tem estar baseados em dados, ou seja, em autores que realizaram pesquisas.
Em seguida, retomamos no texto as características de uma pesquisa:
Precisa ter fundamentação teórica, uma questão de pesquisa clara, um projeto que responda com coerência a esta questão, um procedimento de como lidar com a questão de modo a dar significação e sentido para as informações que serão coletadas, a utilização de técnicas e procedimentos existentes é recomendada para assegurar a qualidade dos dados coletados, componetes de análise e interpretação baseados e referencial teórico e corentes com os objetivos e preocupação em registrar publicamente a pesquisa para que ela seja validada.
Pontuamos ainda a importância de estipular etapas de coleta, análise e interpretação dos dados, todas com planejamento prévio.
Para próximo grupo de estudos, no dia 09/10, debate sobre o capítulo 2: A pesquisa como investigação sistemática.
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
- Qualquer professor, pode ser um professor-pesquisador desde que tenha como base para suas análises uma fundamentação teórica coerente. O texto apresenta duas concepções de professor-pesquisador:
a) o professor que investiga a sua própria prática, ou seja, pesquisa o seu contexto - Pesquisador inserido em sala de aula. Neste sentido, STENHOUSE propõe que a pesquisa seja um estudo de caso com rigor científico e que os professores realizem comparações com outros estudos de casos para ter uma "perspectiva múltipla".
b) Apenas a universidade faz pesquisa. Neste sentido, o professor é convidado a "sair de sala de aula" para ter "o olhar do outro", ou seja, analisar fora do seu contexto. Para BERTHOFF, o professor-pesquisador é aquele que , na universidade, adquire fundamentação teórica e melhora sua prática se tornando efetivamente um pesquisador. O autor vê com interesses opostos os pesquisadores acadêmicos e os profissionais (mantém em sala de aula).
Enfatizamos em nossas discussões a importância da fundamentação teórica embasar todas as fases/etapas do projeto.
Principais semelhanças entre as duas concepções de professor-pesquisador:
1. Pesquisa tem que ser baseada em dúvidas dos professores. Ou seja, em problemas reais.
2. Teoria e prática precisam uma da outra.
Discutimos também sobre o "memorial", se é importante ou não para o pesquisador incluir uma motivação para iniciar os estudos. Onde isto cabe e de que forma. Concluímos que é interessante responder, na introdução ou apresentação dos projetos "o que te levou a fazer esta pesquisa".
Porém, salientamos que este ponto de vista do pesquisador, pode estar presente na introdução e nas considerações finais. No restante da dissertação, tese, ou artigo tudo precisa ser embasado em pesquisa. Os argumentos tem estar baseados em dados, ou seja, em autores que realizaram pesquisas.
Em seguida, retomamos no texto as características de uma pesquisa:
Precisa ter fundamentação teórica, uma questão de pesquisa clara, um projeto que responda com coerência a esta questão, um procedimento de como lidar com a questão de modo a dar significação e sentido para as informações que serão coletadas, a utilização de técnicas e procedimentos existentes é recomendada para assegurar a qualidade dos dados coletados, componetes de análise e interpretação baseados e referencial teórico e corentes com os objetivos e preocupação em registrar publicamente a pesquisa para que ela seja validada.
Pontuamos ainda a importância de estipular etapas de coleta, análise e interpretação dos dados, todas com planejamento prévio.
Para próximo grupo de estudos, no dia 09/10, debate sobre o capítulo 2: A pesquisa como investigação sistemática.
Calendário do GRUPO DE ESTUDOS até o final do semestre:
09/10
23/10
06/11
20/11
04/12
11/12 - Encerramento
Patrícia Meyer
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
ENCONTRO DO DIA 11 DE SETEMBRO - CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO À PESQUISA PEDAGÓGICA
Com base em orientação da Professora Dilmeire, iniciamos a leitura, análise e discussão do livro
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
(cópia do texto está disponível no xerox, em pasta específica do Grupo de Estudos)
Abaixo, segue relato das discussões das páginas 13 até 19 realizadas no dia 11 de setembro, no grupo de estudos:
- Razão de estudar este livro: Buscar em único autor (referencial teórico) a justificativa para a metodologia adotada do ínicio e fim da pesquisa, sem recortes - cada trecho com base em determinado autor.
- Pesquisa pedagógica: Há duas vertentes para este conceito.
1. É a pesquisa realizada pelo professor - pesquisador que é investigador de sua própria prática.
2. A Universidade/academia vendo o que o professor está fazendo em sala de aula
Há consenso dos autores sobre o tema em três pontos, em relação a pesquisa pedagógica:
a)Não é quantitativa. Só a qualitativa é capaz de compreender o fenômeno.
b)É realizada por professores - pesquisadores : aqueles que pesquisam sua sala de aula, com ou sem colaboração de outros.
c) Em relação aos seus objetivos e propósitos: visa a autovalorização do professor, reconhecimento, um julgamento criterioso e qualidade de ensino atrelado ao seu engajamento profissional.
Os integrantes do grupo de estudos observam que a pesquisa quantitiva foi um primeiro avanço, que está intimamente relacionada ao viés positivista, mas que é essencial para que se identifique e constate um problema.
Também comentam, citando Gadotti, que muitas das pesquisas realizadas na academia não têm relevância e não são do interesse do professor em sala de aula.
Elas são: - DESVINCULADAS DA REALIDADE
- ESTÃO EM LINGUAGEM POUCO ACESSÍVEL E MUITO DIFERENTE DA USUAL
Além disso, não há uma divulgação efetiva das pesquisas acadêmicas.
A professora Dilmeire Vosgerau comentou que os pesquisadores devem estar atentos, em relação ao referencial teórico, para o contexto para qual os autores escrevem, realizam suas pesquisas e análises e teorizam. É temerário utilizar conceitos e resultados de pesquisas realizadas no ensino superior, por exemplo, em uma dissertação voltada para a educação básica. Não podemos incorrer neste erro.
LANKSHEAR e KNOBEL, afirmam que têm um ponto de vista diferente do CONSENSUAL apresentado acima. Para os autores:
A pesquisa pedagógica não precisa ser unicamente qualitativa.
- é importante o equilíbrio entre quantitativo e qualitativo
- é necessário ter a clareza de como e quando aplicar uma abordagem ou outra (quali ou quanti)
Não há necessidade de CONFINAMENTO do professor-pesquisador a sua sala de aula. Eles afirmam que isto pode significar uma "força conservadora poderosa".
A pesquisa pedagógica não deve ser conduzida de maneira independente ao envolvimento acadêmico formal.
MAS, o que é um professor-pesquisador?
Tendo em vista que o contexto dos autores é outro (Austrália e EUA) - nos EUA há um forte movimento do professor-pesquisador devido a grande quantidade de pesquisas-ação promovidas por esses docentes.
Há duas linhas para definir professor-pesquisador:
a) é o professor que investiga sua prática de sala de aula, ou seja, sua prática é o seu objeto de pesquisa. O olhar/observação sobre sua sala de aula é o seu método.
b) Universidade faz a pesquisa - ambiente acadêmico.
Para os autores, o que é ideal neste conceito?
CONDUZIR PESQUISAS RELEVANTES ÀS PRÓPRIAS NECESSIDADES E INTERESSES COMO EDUCADORES, ou seja, objetos de pesquisa que fluem de problemas autênticos, percebidos e constatados pelos próprios professores.
São pesquisas que partem do que é útil, relevante e da realidade. O pesquisador precisa ser sensível às demandas dos clientes.
O professor-pesquisador é aquele que em sala de aula, em todos os níveis (básico ao superior) está envolvido em investigação automotivada e autogerada, sistemática e informada, visando aprimoramento.
- Todas estas idéias podem ser utilizadas na justificativa de nossas pesquisas.
Para PRÓXIMO grupo de estudos.
Leitura prévia a partir da página 19 até o final do segundo capítulo!
Até lá!
Patrícia Meyer
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008
(cópia do texto está disponível no xerox, em pasta específica do Grupo de Estudos)
Abaixo, segue relato das discussões das páginas 13 até 19 realizadas no dia 11 de setembro, no grupo de estudos:
- Razão de estudar este livro: Buscar em único autor (referencial teórico) a justificativa para a metodologia adotada do ínicio e fim da pesquisa, sem recortes - cada trecho com base em determinado autor.
- Pesquisa pedagógica: Há duas vertentes para este conceito.
1. É a pesquisa realizada pelo professor - pesquisador que é investigador de sua própria prática.
2. A Universidade/academia vendo o que o professor está fazendo em sala de aula
Há consenso dos autores sobre o tema em três pontos, em relação a pesquisa pedagógica:
a)Não é quantitativa. Só a qualitativa é capaz de compreender o fenômeno.
b)É realizada por professores - pesquisadores : aqueles que pesquisam sua sala de aula, com ou sem colaboração de outros.
c) Em relação aos seus objetivos e propósitos: visa a autovalorização do professor, reconhecimento, um julgamento criterioso e qualidade de ensino atrelado ao seu engajamento profissional.
Os integrantes do grupo de estudos observam que a pesquisa quantitiva foi um primeiro avanço, que está intimamente relacionada ao viés positivista, mas que é essencial para que se identifique e constate um problema.
Também comentam, citando Gadotti, que muitas das pesquisas realizadas na academia não têm relevância e não são do interesse do professor em sala de aula.
Elas são: - DESVINCULADAS DA REALIDADE
- ESTÃO EM LINGUAGEM POUCO ACESSÍVEL E MUITO DIFERENTE DA USUAL
Além disso, não há uma divulgação efetiva das pesquisas acadêmicas.
A professora Dilmeire Vosgerau comentou que os pesquisadores devem estar atentos, em relação ao referencial teórico, para o contexto para qual os autores escrevem, realizam suas pesquisas e análises e teorizam. É temerário utilizar conceitos e resultados de pesquisas realizadas no ensino superior, por exemplo, em uma dissertação voltada para a educação básica. Não podemos incorrer neste erro.
LANKSHEAR e KNOBEL, afirmam que têm um ponto de vista diferente do CONSENSUAL apresentado acima. Para os autores:
A pesquisa pedagógica não precisa ser unicamente qualitativa.
- é importante o equilíbrio entre quantitativo e qualitativo
- é necessário ter a clareza de como e quando aplicar uma abordagem ou outra (quali ou quanti)
Não há necessidade de CONFINAMENTO do professor-pesquisador a sua sala de aula. Eles afirmam que isto pode significar uma "força conservadora poderosa".
A pesquisa pedagógica não deve ser conduzida de maneira independente ao envolvimento acadêmico formal.
MAS, o que é um professor-pesquisador?
Tendo em vista que o contexto dos autores é outro (Austrália e EUA) - nos EUA há um forte movimento do professor-pesquisador devido a grande quantidade de pesquisas-ação promovidas por esses docentes.
Há duas linhas para definir professor-pesquisador:
a) é o professor que investiga sua prática de sala de aula, ou seja, sua prática é o seu objeto de pesquisa. O olhar/observação sobre sua sala de aula é o seu método.
b) Universidade faz a pesquisa - ambiente acadêmico.
Para os autores, o que é ideal neste conceito?
CONDUZIR PESQUISAS RELEVANTES ÀS PRÓPRIAS NECESSIDADES E INTERESSES COMO EDUCADORES, ou seja, objetos de pesquisa que fluem de problemas autênticos, percebidos e constatados pelos próprios professores.
São pesquisas que partem do que é útil, relevante e da realidade. O pesquisador precisa ser sensível às demandas dos clientes.
O professor-pesquisador é aquele que em sala de aula, em todos os níveis (básico ao superior) está envolvido em investigação automotivada e autogerada, sistemática e informada, visando aprimoramento.
- Todas estas idéias podem ser utilizadas na justificativa de nossas pesquisas.
Para PRÓXIMO grupo de estudos.
Leitura prévia a partir da página 19 até o final do segundo capítulo!
Até lá!
Patrícia Meyer
terça-feira, 5 de agosto de 2008
PRIMEIRO ENCONTRO - 2º SEMESTRE
Tema: Oficina de Artigos Científicos
Data: 11 de agosto de 2008
Local: Centro de Capacitação - SME
Rua Dr. Faivre, 398 ( em frente a UFPR)
Horário: 18:00 horas
Data: 11 de agosto de 2008
Local: Centro de Capacitação - SME
Rua Dr. Faivre, 398 ( em frente a UFPR)
Horário: 18:00 horas
segunda-feira, 30 de junho de 2008
ENCONTRO PRESENCIAL
Nosso último encontro do 1º Semestre do Grupo de Estudos será no dia 10.07.2008 (quinta-feira), as 19:30 horas na PUCPR.
Atividades previstas:
- Apresentação da Dissertação Ottília;
- Comentários;
- Escolha do novo dia para os encontros presenciais do 2º semestre.
Atividades previstas:
- Apresentação da Dissertação Ottília;
- Comentários;
- Escolha do novo dia para os encontros presenciais do 2º semestre.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Próximo Encontro
http://www.gepete.sitedaescola.com/node/1
http://gepete.blogspot.com/
Data: 18.06.2008
Horário: 19:00 horas
Assunto: Encontro do GEPETE
UFPR 19:00 horas
http://gepete.blogspot.com/
Data: 18.06.2008
Horário: 19:00 horas
Assunto: Encontro do GEPETE
UFPR 19:00 horas
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