quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ENCONTRO DO DIA 11 DE SETEMBRO - CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO À PESQUISA PEDAGÓGICA

Com base em orientação da Professora Dilmeire, iniciamos a leitura, análise e discussão do livro
LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008

(cópia do texto está disponível no xerox, em pasta específica do Grupo de Estudos)

Abaixo, segue relato das discussões das páginas 13 até 19 realizadas no dia 11 de setembro, no grupo de estudos:

- Razão de estudar este livro: Buscar em único autor (referencial teórico) a justificativa para a metodologia adotada do ínicio e fim da pesquisa, sem recortes - cada trecho com base em determinado autor.

- Pesquisa pedagógica: Há duas vertentes para este conceito.
1. É a pesquisa realizada pelo professor - pesquisador que é investigador de sua própria prática.
2. A Universidade/academia vendo o que o professor está fazendo em sala de aula
Há consenso dos autores sobre o tema em três pontos, em relação a pesquisa pedagógica:
a)Não é quantitativa. Só a qualitativa é capaz de compreender o fenômeno.
b)É realizada por professores - pesquisadores : aqueles que pesquisam sua sala de aula, com ou sem colaboração de outros.
c) Em relação aos seus objetivos e propósitos: visa a autovalorização do professor, reconhecimento, um julgamento criterioso e qualidade de ensino atrelado ao seu engajamento profissional.

Os integrantes do grupo de estudos observam que a pesquisa quantitiva foi um primeiro avanço, que está intimamente relacionada ao viés positivista, mas que é essencial para que se identifique e constate um problema.
Também comentam, citando Gadotti, que muitas das pesquisas realizadas na academia não têm relevância e não são do interesse do professor em sala de aula.
Elas são: - DESVINCULADAS DA REALIDADE
- ESTÃO EM LINGUAGEM POUCO ACESSÍVEL E MUITO DIFERENTE DA USUAL
Além disso, não há uma divulgação efetiva das pesquisas acadêmicas.
A professora Dilmeire Vosgerau comentou que os pesquisadores devem estar atentos, em relação ao referencial teórico, para o contexto para qual os autores escrevem, realizam suas pesquisas e análises e teorizam. É temerário utilizar conceitos e resultados de pesquisas realizadas no ensino superior, por exemplo, em uma dissertação voltada para a educação básica. Não podemos incorrer neste erro.

LANKSHEAR e KNOBEL, afirmam que têm um ponto de vista diferente do CONSENSUAL apresentado acima. Para os autores:

A pesquisa pedagógica não precisa ser unicamente qualitativa.
- é importante o equilíbrio entre quantitativo e qualitativo
- é necessário ter a clareza de como e quando aplicar uma abordagem ou outra (quali ou quanti)

Não há necessidade de CONFINAMENTO do professor-pesquisador a sua sala de aula. Eles afirmam que isto pode significar uma "força conservadora poderosa".

A pesquisa pedagógica não deve ser conduzida de maneira independente ao envolvimento acadêmico formal.

MAS, o que é um professor-pesquisador?
Tendo em vista que o contexto dos autores é outro (Austrália e EUA) - nos EUA há um forte movimento do professor-pesquisador devido a grande quantidade de pesquisas-ação promovidas por esses docentes.

Há duas linhas para definir professor-pesquisador:
a) é o professor que investiga sua prática de sala de aula, ou seja, sua prática é o seu objeto de pesquisa. O olhar/observação sobre sua sala de aula é o seu método.

b) Universidade faz a pesquisa - ambiente acadêmico.

Para os autores, o que é ideal neste conceito?

CONDUZIR PESQUISAS RELEVANTES ÀS PRÓPRIAS NECESSIDADES E INTERESSES COMO EDUCADORES, ou seja, objetos de pesquisa que fluem de problemas autênticos, percebidos e constatados pelos próprios professores.
São pesquisas que partem do que é útil, relevante e da realidade. O pesquisador precisa ser sensível às demandas dos clientes.

O professor-pesquisador é aquele que em sala de aula, em todos os níveis (básico ao superior) está envolvido em investigação automotivada e autogerada, sistemática e informada, visando aprimoramento.

- Todas estas idéias podem ser utilizadas na justificativa de nossas pesquisas.

Para PRÓXIMO grupo de estudos.
Leitura prévia a partir da página 19 até o final do segundo capítulo!
Até lá!


Patrícia Meyer


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