Anotações Grupo de Estudos - Dia 31 de março de 2009
Continuidade do Capítulo 07: Introdução à pesquisa com investigação baseada em documentos e Capítulo 08: Introdução à pesquisa como investigação quantitativa
Comentários sobre o autor: Ele não trata a pesquisa como inspiração e sim, mostra passo a passo como deve ser realizada.
Investigação baseada em documentos: Na aula passada (17 de março), discutimos dois itens. Para esta aula, precisamos retomar no terceiro tipo de pesquisa “que usa textos para promover achados substantivos para o mundo”.
Afirmações empíricas: atenção à maneira com que foi feita a coleta e análise dos dados originais. – Respeito sobre a metodologia utilizada na pesquisa. Quando utilizamos o “autor sugere”, “relata”, “conclui” ou “o autor afirma”. – A utilização do verbo depende do que o autor exatamente fez e com qual objetivo. A importância de “escrever com consciência”.
Não é porque uma autoridade é reconhecida que se trata de uma boa pesquisa: “Atenção ao contexto em que a pesquisa foi utilizada”.
Pesquisar o “currículo lattes” dos pesquisadores para identificar a “história do autor nas construções das suas pesquisas”/ coerência/ um eixo condutor das pesquisas. – Especialmente os que citaremos no referencial teórico de TCC, teses e dissertações.
Afirmação conceituais: Não podemos seguir apenas “suposições” de outros pesquisadores/autores. Ser capaz de identificar afirmações conceituais/analíticas é uma habilidade útil. Há conceitos que não discutíveis, mas podemos desconfiar sempre (senso crítico).
Pesquisa tem que ter três elementos principais: O segundo é a metodologia, que define o que é pesquisa científica. ()
O relato da pesquisa também tem que ter lógica e coerência. Trata-se de um exercício. Não se trata de inspiração. Uma dica é montar uma estrutura prévia (um esboço, um planejamento).
Fichamento não é um resumo do que o autor diz. É interessante criar categorias: determinar o contexto em que foi realizada, que tipo de pesquisa é (abordagem), quais os autores e instrumentos de pesquisa que foram utilizados. Ou um olhar, os objetivos e as “categorias” do que eu vou buscar em determinadas obras.
Importância do título (identificar o que existe no documento).
Ter lógica entre as partes.
Indução e dedução
Pesquisa empírica é indutiva.
Capítulo 8: Introdução à pesquisa como investigação quantitativa
A pesquisa qualitativa sozinha não existe, a quantitativa é um ponto de partida essencial para baseá-la. A autora Alina Reznitskaya, que auxiliou a produção deste capítulo, tem formação em bioestatística e antropologia.
Retomamos que na década de 80, era proibida a utilização de questionários – “declínio” da pesquisa quantitativa. Com o fim da Ditadura, jogou-se fora “tudo”, um “descarte” de qualquer pesquisa que poderia ser identificada com o tecnicismo/positivismo. “Joga-se a água e o bebê junto”.
Exposição de alguns projetos de pesquisa usuais em pesquisa quantitativa
Correlacionais: muitos temas dos quais o autor trata também podem ser aplicadas a abordagem qualitativa de maneira adaptada. Os correlacionais, por exemplo, são os estudos comparados (que podem ser realizados na abordagem qualitativa ou quantitativa). Exemplo: Como os professores de Curitiba integram a tecnologia – cria-se um teste, por exemplo, um questionário comum e depois se aplica o mesmo instrumento (adaptando a linguagem ou variáveis externas diferentes que devem ser descritas) em outro cenário/contexto ou público, professores da França, exemplo. Mas há limites, dependendo do objeto de estudo, contextos totalmente diferentes não podem ser comparados.
Variável: São características que podem assumir diferentes valores, pois oscilam. Os valores podem mudar no “olhar” da variável.
Variáveis categóricas (categorias exclusivas) – diferem em qualidade ou tipo.
Variáveis quantitativas: variam em quantidade ou grau.
Variáveis independentes: influencia de algum modo outra variável.
Variáveis dependentes: Depende do que a variável independente opera nela. (Parte do independente).
Métodos de amostragem:
Existe grande população de estudo.
Seleção de parte da população.
Utilizada para chegar a inferências ou generalizações.
Amostragem aleatória: tem margem de erro (para mais ou para menos, que pode ser feito por meio de um cálculo e depende do número de sujeitos).
Seleção amostragem versus designação aleatória
Amostragem aleatória estratificada: todos têm a mesma chance de seleção (também chamada de randomizada) - por sorteio.
Amostragem intencional: O pesquisador usa o seu julgamento para selecionar os participantes.
Patrícia Meyer
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