sábado, 27 de setembro de 2008

ENCONTRO DO DIA 25 DE SETEMBRO - CONCLUSÃO DO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO À PESQUISA PEDAGÓGICA

Segue relato dos trabalhos do Grupo de Estudos Formação de Professores e as TICS, realizado dia 25 de setembro, na PUC/PR, quando encerramos as discussões sobre o capítulo 1 do livro:

LANKSHEAR, Colin e KNOBEL, Michele. Pesquisa Pedagógica: Do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008

- Qualquer professor, pode ser um professor-pesquisador desde que tenha como base para suas análises uma fundamentação teórica coerente. O texto apresenta duas concepções de professor-pesquisador:

a) o professor que investiga a sua própria prática, ou seja, pesquisa o seu contexto - Pesquisador inserido em sala de aula. Neste sentido, STENHOUSE propõe que a pesquisa seja um estudo de caso com rigor científico e que os professores realizem comparações com outros estudos de casos para ter uma "perspectiva múltipla".

b) Apenas a universidade faz pesquisa. Neste sentido, o professor é convidado a "sair de sala de aula" para ter "o olhar do outro", ou seja, analisar fora do seu contexto. Para BERTHOFF, o professor-pesquisador é aquele que , na universidade, adquire fundamentação teórica e melhora sua prática se tornando efetivamente um pesquisador. O autor vê com interesses opostos os pesquisadores acadêmicos e os profissionais (mantém em sala de aula).

Enfatizamos em nossas discussões a importância da fundamentação teórica embasar todas as fases/etapas do projeto.

Principais semelhanças entre as duas concepções de professor-pesquisador:

1. Pesquisa tem que ser baseada em dúvidas dos professores. Ou seja, em problemas reais.
2. Teoria e prática precisam uma da outra.

Discutimos também sobre o "memorial", se é importante ou não para o pesquisador incluir uma motivação para iniciar os estudos. Onde isto cabe e de que forma. Concluímos que é interessante responder, na introdução ou apresentação dos projetos "o que te levou a fazer esta pesquisa".
Porém, salientamos que este ponto de vista do pesquisador, pode estar presente na introdução e nas considerações finais. No restante da dissertação, tese, ou artigo tudo precisa ser embasado em pesquisa. Os argumentos tem estar baseados em dados, ou seja, em autores que realizaram pesquisas.

Em seguida, retomamos no texto as características de uma pesquisa:

Precisa ter fundamentação teórica, uma questão de pesquisa clara, um projeto que responda com coerência a esta questão, um procedimento de como lidar com a questão de modo a dar significação e sentido para as informações que serão coletadas, a utilização de técnicas e procedimentos existentes é recomendada para assegurar a qualidade dos dados coletados, componetes de análise e interpretação baseados e referencial teórico e corentes com os objetivos e preocupação em registrar publicamente a pesquisa para que ela seja validada.

Pontuamos ainda a importância de estipular etapas de coleta, análise e interpretação dos dados, todas com planejamento prévio.

Para próximo grupo de estudos, no dia 09/10, debate sobre o capítulo 2: A pesquisa como investigação sistemática.
Calendário do GRUPO DE ESTUDOS até o final do semestre:
09/10
23/10
06/11
20/11
04/12
11/12 - Encerramento

Patrícia Meyer

Um comentário:

  1. Patrícia

    Muito obrigada pelos resumos dos capítulos. Podemos complementar nosso estudo com esta leitura complementar.
    Sirley

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